segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Integração das TIC no Ensino da Língua Portuguesa


Deixamos aqui um link que dá acesso a uma página de internet, onde podemos observar um vídeo bastante interessante que explora a integração das TIC, no Ensino da Língua Portuguesa, no contexto sala de aula. Este vídeo possui diversas montagens através de imagens e documentos interessantes que são, sem dúvida, momentos bem partilhados por todos aqueles a que nos dirigimos!


Vejam e comentem!

O que as crianças vêem, elas fazem


Não se deve proibir a criança de ver algum programa, mesmo este sendo susceptível de violência ou agressão, pois este ser aprendiz terá de descobrir o mundo como ele é sem tabus ou segredos, não lhe “tapando os olhos” de um mundo que é real. É necessário sim ter algum cuidado e consciencializar a criança, para que esta não se deixe levar pelas influências e modelos televisivos ou virtuais.
Todavia, o adulto ou educador tem essa função de educar a criança para que esta se desenvolva num mundo que é o dela, não criando preconceitos, mas sim evocar princípios correctos a usar nas suas acções.


Com isto, pretendemos transmitir a mensagem que devemos dar uma liberdade de escolha de programas às crianças, alertando-as e educando-as sobre tais acontecimentos. A criança não deve viver isolada do mundo à sua volta, mas sim ter um acesso de ver o mundo com os seus próprios olhos!


Todavia, as crianças ao verem certos programas podem criar modelos de personalidade, se estas não tiverem um acompanhamento, que lhes apoie e lhes explique de algumas diferenças entre a televisão e a realidade.

Pois o que as crianças vêm, elas fazem!

Deixamos, então, um vídeo bastante sugestivo:

Sites interessantes

Aqui apresentamos diversos sites que se centram nas Novas Tecnologias e as Crianças!
Vejam e reflictam!

Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no pré-escolar



A "literacia tecnológica" constitui uma nova forma de literacia e que é cada vez mais entendida como representando um direito curricular essencial em qualquer currículo abrangente e equilibrado para o século XXI (Siraj-Blatchford e Whitebread, 2003)"


Tal como todas as crianças têm o direito de saber ler e escrever, todas elas têm o direito de se tornarem utilizadores competentes.


Uma criança tecnologicamente letrada é aquela que sabe usar a tecnologia, a considera interessante, procura nela desafios, sente-se segura e confiante nas suas competências e que sente que se envolveu numa interacção e comunicação sociais.


O ensino inicial deve proporcionar às crianças as experiências iniciais mais importantes para que possam compreender e, mais tarde, utilizar a tecnologia de uma forma adequada.


A integração transversal da tecnologia por todo o currículo, em vez de se optar por um acompanhamento separado, do computador é essencial. As crianças precisam de ver as TIC a ser utilizadas num contexto com sentido e com finalidades reais.


As TIC devem ser entendidas como uma ferramenta multifuncional para a aprendizagem inicial usadas para introduzir e corroborar experiências reais do quotidiano e actividades físicas, sem nunca as substituir!

Série televisiva "Fábulas da Floresta Verde"




As histórias da série televisiva infantil "Fábulas da Floresta Verde" retratam as aventuras de vários animais de uma floresta, onde surgem personagens como o coelho Pompom, o esquilo Quico, o guaxinim Gugu, o pássaro Avelar, as marmotas Joca e a Mara, Raposinho, Avó rã, Zeca, Faísca, Nestor entre outros.
Este foi sem dúvida um êxito da televisão portuguesa.
Ao visualizar uma história na televisão, colocar questões para futuras respostas escritas no computador e apresentadas em formato digital estamos a educar para os Media, pois sem nos apercebermos a televisão provoca a escrita.
Para que os programas televisivos se iniciem é necessário material escrito. Este auxílio após ser lido e explorado é sintetizado e transmitido ao leitor/ouvinte que, posteriormente, poderá ler a partir da imprensa – os guias da televisão. Isto tudo faz parte de um ciclo de informação.
De forma sucinta, é necessário aprender a ler imprensa sobre a televisão e aprender a escolher o que ver na mesma.

Assim, fazendo uma breve contextualização desta nossa exploração efectuada, em torno de uma série televisiva, pretendemos dar a conhecer a mesma, assim como, a sua história, os seus valores e mensagens.

Deixamos, ainda, o artigo na íntegra para uma melhor compreensão do mesmo.

Falar sobre o Romance da Raposa...





"Havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas - raposeta matreira, fagueira, lambisqueira - corria os bosques, farejando, batendo ma-to, sem conseguir deitar a unha a outra caça além duns míseros gafanhotos, nem atinar com abrigo em que pudesse dormir um soninho descansado."

É desta forma sugestiva que o escritor português Aquilino Ribeiro inicia a sua versão de O Romance da Raposa (edição da Bertrand), clássico juvenil que se encontra editado com ilustrações de Benjamin Rabier. E é no registo da fábula bucólica descomprometida, aligeirada por diálogos típicos da Beira Alta natal (o escritor nasceu na aldeia de Carregal, em 1895) que a obra fez história a partir da misteriosa raposa, nascida e criada vários séculos antes desta publicação.

Tal como o percurso sinuoso da raposa Salta-Pocinhas pelo bosque, a origem desta história não é consensual, mas sabe-se que a personagem surgiu entre os séculos XII e XIII e é um dos primeiros exemplos de uma figura reincidente nos contos de tradição oral que transitou para as páginas dos primeiros livros populares na Idade Medieval. Le Roman de Renart (título original de O Romance da Raposa) não apareceu primeiro como prosa literária compilada por um escritor célebre. Foi antes produto de múltiplos versos octossilábicos que monges copistas produziram como forma de usar o comportamento arisco de animais para, daí, dar lições de moral e bons costumes a um povo analfabeto a essência da fábula.

Após uma contextualização em torno do Romance da Raposa, explorado em aula com a docente Helena Camacho, apresentamos uma breve descrição em relação às formas verbais utilizadas na série televisiva, as suas categorias da narrativa, as suas características e as personagens intervenientes.
Deste modo, começaremos primeiramente por analisar a linguagem que é utilizada, que se revela bastante adequada ao público alvo (crianças dos 5 aos 9 anos aproximadamente)...

Reparámos nas formas verbais que eram utilizadas: "deitai" "segurai", com toda uma musicalidade ao longo de toda a história.

Para além disso, verificámos que, em relação às categorias da narrativa, estas histórias possuiam um princípio, desenvolvimento e uma conclusão que apresentava sempre uma mensagem/moral, com o intuito de aconselhar as crianças em diferentes vertentes. Estas fábulas tem como objectivo incutir valores de formação cívica.

A fábula tem várias personagens: A Raposa "Salta Pocinhas"; O Lobo; O Corvo que faz de narrador e que, ao longo das histórias faz juízos de valor das outras personagens, sendo bastante importante, entre tantas outras personagens.

Contém ainda um espaço que não varia muito de história para história - A Floresta.
Tem, igualmente, um espaço temporal, uma acção e um diálogo constante entre as diferentes personagens.

A partir da visualização de uma das histórias, em contexto sala de aula, poderão ser feitas imensas actividades com os alunos do 1º ciclo. Ou seja, algumas questões referentes às personagens e à sua caracterização, à história em si, ao espaço envolvente, ao tempo e à linguagem verificada na mesma.

Após algum diálogo, reflexão e actividade escrita - treinando a oralidade, a memória, a linguagem escrita - poderá proceder-se a actividades a nível artístico, isto é, artes plásticas que podem aprofundar conhecimentos já explorados anteriormente, acerca da história, de uma forma lúdico-didáctica.
Acompanhem estas fantásticas fábulas! Aconselhamos vivamente!

Reflexões finais



A pedido das docentes foi necessário reunir reflexões individuais que focassem, sintetizadamente, os temas abordados nas aulas, as aprendizagens e competências adquiridas, as dificuldades verificadas e todo o tipo de informação que considerássemos relevante para expôr nessas mesmas reflexões.

São textos pessoais que expoêm valores e atitudes no decorrer da disciplina de Língua Portuguesa e as TIC, funcionando desta forma como um aglomerado de ideias diversas.

Assim, colocamos o link das nossas reflexões: